O dálmata era uma língua românica, que era falada na Dalmácia, no Mar Adriático Oriental. A língua tornou-se extinta, na Idade Média. Em lugares onde foi usada até o século XVIII ou XIX. Hoje em dia, restam poucas fontes. Somente o dialeto de Veglia (Krk) e Ragusa (Dubrovnik) têm fontes suficientes para que possam ser estudadas. Dos outros dialetos, existem apenas palavras isloadas, ou frases curtas.
Em 1897, o estudioso Matteo Bartoli, ele mesmo um nativo da vizinha Ístria, visitou Burbur ('barbeiro' em dálmata) Tuone Udaina (italiano: Antonio Udina), o último falante de qualquer dialeto dálmata, para estudar sua língua. Bartoli escreveu aproximadamente 2.800 palavras, histórias e relatos de sua vida, que foram publicados em um livro que forneceu muitas informações sobre o vocabulário, a fonologia e a gramática da língua. Bartoli escreveu em italiano e publicou uma tradução em alemão (Das Dalmatische) em 1906. Os manuscritos em italiano foram alegadamente perdidos, e a obra não foi traduzida novamente para o italiano até 2001.
Apenas um ano depois, em 10 de junho de 1898, Tuone Udaina morreu acidentalmente aos 74 anos de idade em uma explosão de obras na estrada.


