Musica ficta é um termo usado na música medieval e renascentista. Significa que, quando os músicos tocam ou cantam música, eles colocam acidentalmente (agudos e planos) que não estão escritos na música.

Naqueles dias (perto do final do século 16) a música usava modos ao invés do moderno sistema de teclas maiores e menores. Às vezes a música não soaria bem a menos que uma nota fosse afiada ou achatada (levantada ou baixada um semitom). Por exemplo, para descer da nota B para um F teria soado mal, então o F teria de ser um F agudo. O compositor que escreveu a música pode não se preocupar em colocar o sinal de Fá sustenido. Ele esperaria que o intérprete soubesse que deveria ser um F agudo e não um F. Isto é o que é chamado de ficta de música.

Gradualmente, tornou-se cada vez mais necessário que os compositores escrevessem exatamente as notas que queriam. O moderno sistema de teclas estava se desenvolvendo. Eles desenvolveram o sistema de assinaturas de chaves e acidentados (afiados e planos que não estão na assinatura da chave, mas escritos como e quando eles são necessários). A prática da musica ficta terminou gradualmente.