O sistema rodoviário inca (El Camino Inca) do Peru foi o mais extenso entre as muitas estradas e trilhas que foram construídas na América do Sul pré-colombiana.

Atravessou a Cordilheira dos Andes e atingiu alturas de mais de 5.000 m acima do nível do mar. O sistema viário inca cobria aproximadamente 22.500 km e dava acesso a mais de três milhões de km² de território.

Como os incas não faziam uso da roda para o transporte, e não tinham cavalos até a chegada dos espanhóis ao Peru no século XVI, as trilhas eram utilizadas quase que exclusivamente por pessoas caminhando, às vezes acompanhadas por animais de carga, geralmente a lhama.

As trilhas eram utilizadas pelo povo Inca como meio de retransmissão de mensagens, transportadas através de quipu com fio de nó e por memória; e para o transporte de mercadorias. As mensagens podiam ser transportadas por corredores que cobriam até 240 km por dia, trabalhando em forma de revezamento muito parecido com o Pony Express dos anos 1860 na América do Norte.

Havia aproximadamente 2.000 pousadas, ou tambos, colocados em intervalos regulares ao longo das trilhas. As pousadas forneciam comida, abrigo e suprimentos militares para as dezenas de milhares de pessoas que viajavam pelas estradas.