A Reforma Cluniac (Cluniana) foi uma série de mudanças dentro do monaquismo medieval. As reformas focalizavam a restauração da vida tradicional nos mosteiros. Os mosteiros deveriam incentivar a produção de obras de arte. Eles também deveriam cuidar dos pobres.

A reforma tem o nome da Abadia de Cluny, na Borgonha. Ela começou na ordem beneditina de lá. A reforma foi realizada em grande parte por São Odo. Ela se espalhou pela França (Borgonha, Provença, Auvergne, Poitou), Inglaterra e grande parte da Itália e Espanha.

A reforma foi declarada, porque havia corrupção na ordem beneditina. As pessoas pensavam que esta corrupção vinha porque pessoas que não eram padres e que vinham de fora dos mosteiros interferiam com eles. Um mosteiro beneditino precisava de terra. Esta terra foi dada por um lorde feudal. Ao dar a terra, o senhor se tornaria o patrono do monastério. Entretanto, ele freqüentemente exigia o direito de interferir nos negócios do monastério. A reforma Cluny foi uma tentativa de mudar essa prática. Um abade mais independente teria mais sucesso em fazer cumprir a Regra da Ordem, pensou-se. Guilherme da Aquitânia formou o primeiro mosteiro Cluny em 910 com a nova estipulação de que o mosteiro se reportaria diretamente ao papa e não a um lorde local. Isto significava essencialmente que o mosteiro seria independente, uma vez que a autoridade do papa era em grande parte teórica a essa distância.

Durante seu auge (cerca de 950-c.1130) o movimento Cluniac foi uma das maiores forças religiosas da Europa. Entre os mais notáveis apoiadores da reforma estavam o Papa Urbano II, Lambert de Hersfeld e o abade Richard de Saint Vannes em Verdun. Os Cluníacos eram partidários do conceito da Paz de Deus, assim como peregrinações às Terras Sagradas.