Em economia o bem livre significa um bem que está disponível sem produção e, portanto, não escasso. Ele está disponível na quantidade desejada, com custo de oportunidade zero para a sociedade.
Um bem que é disponibilizado a preço zero não é necessariamente um bem gratuito. Por exemplo, uma loja poderia ceder seu estoque em sua promoção, mas para a produção destes bens, eram necessários recursos, portanto, este não seria um bem gratuito no sentido econômico.
Existem três tipos principais de bens gratuitos:
- Recursos que são tão abundantes na natureza que há o suficiente para que todos possam ter o quanto quiserem. Um exemplo disso é o ar que respiramos.
- Recursos que são produzidos em conjunto. Este tipo de bem livre é produzido como um subproduto de algo mais valioso. Produtos residuais de fábricas e residências, tais como embalagens descartadas, são muitas vezes bens gratuitos.
- Idéias e obras que podem ser copiadas a custo zero, ou quase a custo zero. Por exemplo, se alguém inventa um novo dispositivo, muitas pessoas poderiam copiar esta invenção, sem perigo de que este "recurso" se esgote. Outros exemplos incluem programas de computador e páginas da web.
As leis de propriedade intelectual têm o efeito de converter alguns bens em bens escassos por lei. Embora estes bens sejam bens livres (no sentido econômico) quando foram produzidos, eles exigiam recursos escassos, como habilidade artística, para criá-los em primeiro lugar. Assim, leis de propriedade intelectual, tais como direitos autorais e patentes, são às vezes utilizadas para dar direitos exclusivos aos criadores de tal "propriedade intelectual", para garantir que as pessoas estejam interessadas nestas atividades.
Muitos futuristas teorizam que a nanotecnologia avançada com a capacidade de transformar automaticamente qualquer tipo de material em qualquer outra combinação de igual massa, tornará todas as mercadorias essencialmente livres, uma vez que todas as matérias-primas e o tempo de fabricação se tornarão perfeitamente intercambiáveis.