Um Bantustan (também conhecido como pátria bantu, pátria negra, estado negro ou simplesmente pátria) foi um território reservado para os habitantes negros da África do Sul durante o apartheid. Dez bantustões foram estabelecidos na África do Sul e mais dez no Sudoeste da África (hoje Namíbia), com o objetivo de criar estados nacionais para as tribos negras da África. O termo Bantustan vem de Bantu (que significa "povo" nas línguas banto) e -stan (que significa "terra" em persa).

Os fundadores do apartheid tentaram muito fazer com que os bantustões fossem reconhecidos internacionalmente, mas isso nunca aconteceu, e a maioria dos negros não gostava dos bantustões. Eles eram impopulares porque:

  • As fronteiras dos bantustões foram desenhadas para excluir terras valiosas.
  • O grande número de cidadãos reatribuídos combinado com o pequeno tamanho dos bantustões significava que a relação cidadão/terra era severamente desproporcional à da África do Sul.
  • Tornar-se cidadãos dos novos territórios significava perder a cidadania da África do Sul, onde a maioria dos candidatos à reatribuição da cidadania vivia e trabalhava. Isto os faria perder os poucos direitos e privilégios que tinham como cidadãos da África do Sul.

Os bantustões foram dissolvidos em 1994 e seu território foi incorporado à República da África do Sul. A partir de 1994, a maioria das partes do país foi redividida em novas províncias.