Em 1992, o pesquisador e especialista Ron O'Grady estimou em 1 milhão o número de crianças prostitutas.
Em 2001, o Dr. Richard Estes e o Dr. Neil Alan Weiner estimaram que nos EUA, 162.000 jovens desabrigados são vítimas de exploração sexual comercial (CVE) e que 57.800 crianças em lares (incluindo moradias públicas) são estimadas como vítimas de CVE. Eles também estimam que 30% dos jovens de abrigo e 70% dos jovens desabrigados são vítimas de CVE nos Estados Unidos.
Um terço das prostitutas de rua nos Estados Unidos têm menos de 18 anos de idade, enquanto cinqüenta por cento das prostitutas fora das ruas têm menos de 18 anos. A prostituição fora das ruas inclui casas de massagem, clubes de striptease e serviços de acompanhantes. De acordo com Estes e Weiner, 12 a 14 anos é a idade média de entrada na prostituição para meninas menores de 17 anos nos Estados Unidos, enquanto a idade média de entrada na prostituição está entre 11 e 13 anos.
Na Ucrânia, uma pesquisa realizada pelo grupo "La Strada-Ukraine" em 2001-2003, baseada em uma amostra de 106 mulheres sendo "traficadas" da Ucrânia, constatou que 3% eram menores de 18 anos, e o Departamento de Estado americano relatou em 2004 que os incidentes de menores sendo traficados estavam aumentando.
Na Tailândia, as ONGs estimaram que até um terço das prostitutas são crianças menores de 18 anos. Um estudo da Organização Internacional do Trabalho sobre prostituição infantil no Vietnã relatou que a incidência de crianças na prostituição está aumentando constantemente e as crianças menores de 18 anos constituem entre 5% e 20% da prostituição, dependendo da área geográfica.
Nas Filipinas, a UNICEF estimou que existem 60.000 crianças prostitutas e muitos dos 200 prostíbulos na célebre cidade de Angeles oferecem crianças para sexo.
ECPAT Nova Zelândia e Stop Demand Foundation citaram em um relatório "The Nature and Extent of the Sex Industry in New Zealand", uma pesquisa policial sobre a indústria do sexo na Nova Zelândia, que 210 crianças menores de 18 anos foram identificadas como vendedoras de sexo, com três quartos concentrados em um distrito policial.
O relatório de 1996 do Relator Especial das Nações Unidas sobre a Venda de Crianças, Prostituição Infantil e Pornografia Infantil estima que só na Ásia cerca de um milhão de crianças são vítimas do comércio sexual. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o problema é especialmente alarmante na Coréia, Tailândia, Filipinas, Sri Lanka, Vietnã, Camboja e Nepal.
Um relatório de 2006 da World Vision Middle East/Eastern Europe financiado pelo governo canadense e apoiado por seis agências das Nações Unidas e pela Organização Internacional para as Migrações relatou que a exploração sexual de crianças, o tráfico de crianças e a violência sexual contra menores está aumentando e que a Rússia está se tornando um novo destino para o turismo sexual infantil. O relatório acrescenta que alguns estudos afirmam que aproximadamente 20% a 25% dos trabalhadores do sexo de Moscou são menores de idade. []
Na África e no Sul da Ásia, muitos países se deparam com um aumento da prostituição infantil e a ligação com o turismo é evidente. A prostituição infantil e o tráfico de crianças para exploração sexual também está aumentando na Europa, na América do Norte e na Austrália.
No Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Assistência Social estima que existam 223 crianças prostitutas, tanto meninos como meninas. Alguns são travestis. As transações são intermediadas por proxenetas. Eles cobram de 2 reais a 30 reais, o que é aproximadamente de 1 dólar americano a 15 dólares americanos. As crianças têm entre 10 e 17 anos de idade. Em alguns casos, as famílias estão envolvidas com a prostituição.