A fusão a frio é a fusão nuclear à temperatura ambiente e à pressão normal. A fusão nuclear é o processo pelo qual muitos núcleos, o centro de um átomo, contendo prótons e nêutrons, são forçados a se unir para formar um núcleo mais pesado (singular de núcleos) e durante esse processo, a energia é liberada. Alguns cientistas esperam que esta possa ser a futura fonte de energia da Terra, mas a maioria dos cientistas não concorda.

Para que a fusão nuclear ocorra, uma grande quantidade de energia é necessária. Com esta energia, os átomos são empurrados juntos, que são repelidos pela força eletrostática (uma força entre prótons que são partículas no núcleo do átomo e têm uma carga elétrica positiva). Mas quando esta força for superada e os núcleos forem empurrados suficientemente juntos, outra força muito mais poderosa tomará conta: a forte força nuclear. Ela só opera a curtas distâncias, portanto, quando os núcleos estão suficientemente próximos, eles se atraem uns aos outros por causa da força nuclear forte, que é mais forte do que a força eletrostática. Espera-se que a energia liberada pela fusão a frio seja muito maior do que a energia utilizada para empurrar os átomos juntos.

Em 1989, dois cientistas, Stanley Pons e Martin Fleischmann, publicaram um artigo na Nature, uma importante revista científica, afirmando ter criado a fusão a frio. Esta foi uma história muito importante na época. Outros cientistas não foram capazes de repetir suas experiências. É por isso que a fusão a frio não é geralmente aceita pelos cientistas no momento. Várias dúzias de cientistas ainda estão trabalhando na pesquisa da fusão a frio. Eles publicam regularmente em periódicos revisados por pares e outras fontes acadêmicas, mas a maioria não está convencida.