Há muito conhecido do povo aborígine da Austrália, para os europeus, o cinzento ocidental foi o centro de uma grande confusão taxonômica às vezes cômica por quase 200 anos. Foi notado pela primeira vez pelos colonos europeus quando o grande explorador Matthew Flinders pousou na Ilha Kangaroo em 1802. Flinders atirou em vários para comer, mas assumiu que eram cangurus cinzentos orientais. Em 1803 os exploradores franceses capturaram vários cangurus cinzentos ocidentais da Ilha Kangaroo e os enviaram para casa em Paris, onde viveram nos jardins zoológicos por alguns anos. Eventualmente, pesquisadores do Museu de História Natural de Paris reconheceram que estes animais eram de fato diferentes e descreveram formalmente a espécie como Macropus fuliginosus em 1817. Infelizmente, por razões que permanecem pouco claras, foi descrito como nativo da Tasmânia.
Ali o assunto descansou por mais de 100 anos, e foi somente em 1917 que os pesquisadores se deram conta de que o "canguru-patola" da Tasmânia era de fato o Macropus giganteus, o mesmo canguru cinza ocidental que era, e ainda é, difundido na parte mais fértil do sudeste do continente. Em 1971, entendia-se que a espécie da ilha Kangaroo era a mesma que os cangurus do sudoeste da Austrália, e que esta população se estendia por grande parte da parte oriental do continente também. Por um tempo, foram descritas três subespécies, duas no continente e uma na Ilha Kangaroo. Finalmente, no início dos anos 90, surgiu o entendimento atual.