Transferência nuclear
Em 1958, Gurdon, então na Universidade de Oxford, clonou com sucesso um sapo utilizando núcleos intactos das células somáticas de um girino Xenopus. Esta foi uma importante extensão do trabalho de Briggs e King em 1952 sobre o transplante de núcleos de células de blástula embrionária.
As experiências de Gurdon captaram a atenção da comunidade científica e as ferramentas e técnicas que ele desenvolveu para a transferência nuclear ainda hoje são utilizadas.
Naquela época, ele não pôde mostrar de forma conclusiva que os núcleos transplantados derivavam de uma célula totalmente diferenciada. Isto foi finalmente demonstrado em 1975 por um grupo que trabalhava no Instituto de Imunologia da Basiléia, na Suíça. Eles transplantaram um núcleo de um linfócito produtor de anticorpos (prova de que ele era totalmente diferenciado) em um ovo enucleado e obtiveram girinos vivos.
As experiências de Gurdon captaram a atenção da comunidade científica e as ferramentas e técnicas que ele desenvolveu para a transferência nuclear ainda hoje são utilizadas. O termo "clone" (da antiga palavra grega κλών klōn = "galho") já estava em uso desde o início do século 20 em referência às usinas. Em 1963, o biólogo britânico J.B.S. Haldane, ao descrever os resultados de Gurdon, tornou-se um dos primeiros a usar a palavra "clone" em referência aos animais.
Ele recebeu o Lasker Award em 2009 e o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2012.
Expressão do RNA Messenger
Gurdon e colegas também foram pioneiros no uso de ovos de Xenopus para traduzir moléculas de RNA microinjetadas de mensageiro. Esta técnica tem sido amplamente utilizada para identificar as proteínas codificadas, e para estudar sua função.
Pesquisa recente
A pesquisa recente de Gurdon concentrou-se na análise dos fatores de sinalização intercelular envolvidos na diferenciação celular e na elucidação dos mecanismos envolvidos na reprogramação do núcleo em experimentos de transplante, incluindo a desmetilação do DNA transplantado.