Edição de genoma

A edição de genomas é um tipo de engenharia genética.

O DNA é inserido, substituído ou removido de um genoma usando nucleases artificiais, ou "tesouras moleculares". As nucleases fazem quebras específicas de fio duplo (DSBs) em locais desejados do genoma. Os próprios mecanismos da célula reparam a(s) quebra(s) induzida(s) por processos naturais.

Atualmente, há quatro famílias de nucleases projetadas sendo utilizadas.

Para compreender a função de um gene ou de uma proteína, interfere-se com ele de forma específica e observa-se seus efeitos sobre o organismo. Entretanto, em alguns organismos é difícil ou impossível fazer uma mutação específica do local. Portanto, métodos mais indiretos têm que ser usados. Exemplos disso são:

  • Edição de genoma com nucleases como ZFN. Isto é diferente do siRNA. A nucleação projetada (a enzima que corta o DNA) é capaz de modificar a ligação do DNA. Portanto, ele pode, em princípio, cortar qualquer posição alvo no genoma e introduzir mudanças nas seqüências de genes que não podem ser especificamente alvo do RNAi convencional.

A edição do genoma foi escolhida pela Nature Methods como o Método do Ano de 2011. A técnica já está sendo utilizada, mas a implantação de embriões modificados em uma mulher ainda não é permitida.

O método CRISPR/Cas9

Em 2017, este sistema foi anunciado como uma das maiores conquistas científicas do ano. Cas9 é uma enzima que, com um RNA guia, pode colocar uma nova seqüência de DNA em um genoma. Sir John Skehel disse: "Isso pode permitir que você elimine um gene em particular em uma célula, ou introduza um gene em particular, ou corrija um gene mutante em particular que você quer trabalhar melhor".


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