A Proclamação de Emancipação foi uma ordem do Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln para libertar escravos em 10 estados. Ela se aplicava aos escravos nos estados ainda em rebelião em 1863, durante a Guerra Civil Americana. Na verdade, ela não libertou imediatamente todos os escravos nesses estados, porque essas áreas ainda eram controladas pela Confederação. Libertou, no entanto, pelo menos 20.000 escravos imediatamente, e quase todos os 4 milhões de escravos (de acordo com o censo de 1860 dos Estados Unidos) enquanto o exército da União avançava para os Estados Confederados. Até a Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos em 1865, somente os estados tinham poder para acabar com a escravidão dentro de suas próprias fronteiras. Assim, Lincoln emitiu a Proclamação como uma medida de guerra em seu papel de comandante-chefe.

A Proclamação fez da emancipação um objetivo da Guerra Civil. Também enfraqueceu os esforços na Inglaterra e na França para reconhecer oficialmente a Confederação. Com o avanço das tropas da União em território rebelde (confederado), eles libertaram milhares de escravos por dia. Muitos não esperaram, mas fugiram de seus proprietários para reivindicar sua liberdade.

Cinco estados escravos (os Estados fronteiriços) haviam permanecido leais à União e não estavam em guerra com o governo federal. Assim, Lincoln não tinha autoridade para libertar escravos naqueles estados e, portanto, esta Proclamação não foi aplicada naqueles estados. A Proclamação também não se aplicava ao Tennessee, nem a áreas dentro da Virgínia e Louisiana que as forças da União já controlavam.