DNA egoísta é um termo para seqüências de DNA que têm duas propriedades distintas:

  • a seqüência de DNA se espalha, formando cópias adicionais de si mesma dentro do genoma; e
  • não faz nenhuma contribuição específica para o sucesso reprodutivo de seu organismo hospedeiro. (Pode ou não ter efeitos negativos significativos).

Em seu livro de 1976, The Selfish Gene, Richard Dawkins sugeriu a idéia de DNA egoísta quando o DNA não codificado em genomas eucarióticos foi descoberto. Em 1980, dois artigos na revista Nature expandiram e discutiram o conceito. De acordo com um destes artigos:

A teoria da seleção natural, em sua formulação mais geral, trata da competição entre entidades replicadoras. Ela mostra que, em tal competição, os replicadores mais eficientes aumentam em número, às custas de seus concorrentes menos eficientes. Após um tempo suficiente, apenas os replicadores mais eficientes sobrevivem.

- L.E. Orgel & F.H.C. Crick, DNA egoísta: o derradeiro parasita.

O DNA geneticamente funcional normal pode ser visto como "entidades replicadoras" que afetam sua replicação ao manipular a célula que controlam. Em contraste, unidades de DNA egoísta podem explorar mecanismos existentes na célula e se multiplicar sem afetar a aptidão do organismo em outros aspectos.

Não há uma fronteira nítida entre os conceitos de DNA egoísta e DNA geneticamente funcional. Muitas vezes também é difícil ver se uma unidade de DNA não codificante é funcionalmente importante ou não; ou se importante, de que forma. Além disso, nem sempre é fácil distinguir entre alguns casos de DNA egoísta e alguns tipos de vírus.