Tikhon Khrennikov (nascido em Yelets, Império Russo, 10 de junho de 1913; falecido em Moscou, 14 de agosto de 2007) era um músico russo. Era compositor e pianista. Envolveu-se na política musical de seu país, que era então a União Soviética. Muita gente o odiava, especialmente em países ocidentais. Ele é particularmente lembrado pelo que fez na desagradável conferência de 1948, quando alguns dos mais famosos compositores soviéticos, incluindo Shostakovich e Prokofiev, foram obrigados a dizer que lamentavam a música que tinham escrito e que comporiam música melhor no futuro.
Nos dias da União Soviética, e especialmente sob Stalin, os músicos tinham que ter muito cuidado com o que faziam e como compunham. A música, como todas as artes, deveria fazer com que as pessoas sentissem que tinham sorte de estar vivendo em um grande país como a União Soviética. Se os compositores escreviam músicas que os políticos não gostavam ou não entendiam, a vida se tornava muito difícil para eles: não lhes era permitido compor, e sua música não podia ser executada. Eles poderiam até ser mandados para a prisão. Tikhon Khrennikov tornou-se secretário da União dos Compositores Soviéticos em 1948, na época em que Stalin era ditador. Ele continuou neste cargo até o colapso da União Soviética, em 1991. Ele se certificou de que todos os músicos obedecessem a seus líderes políticos.
É difícil para nós hoje julgarmos as ações de Khrennikov de forma justa. Ele sobreviveu porque fez o que lhe foi dito pelos ditadores soviéticos. Após o colapso da União Soviética, ele tentou dizer que lamentava pelo que fez. É difícil julgar se ele realmente quis dizer isto.

