Em Combat Sports in the Ancient World, Michael Poliakoff aponta que a luta livre grega foi um esporte brutal e tolerou algumas táticas rudes. Era menos brutal do que os outros dois esportes de combate - pankration e boxe - mas, enquanto a greve era proibida e a quebra de dedos acabava sendo ilegal, alguns movimentos que ameaçavam os membros, os gargalos e os estrangulamentos eram permitidos. A luta livre era considerada um esporte de artesanato por causa de seu grande número de alavancas e porões. Foi um esporte que testou as "virtudes marciais: astúcia, ousadia, coragem, autoconfiança e perseverança", escreve Poliakoff, e os gregos "esperavam que um homem realizado e educado praticasse e desfrutasse da luta livre como um adulto".
O objetivo (objetivo) do lutador era marcar uma queda em seu oponente. Tocar as costas ou os ombros no chão foi uma queda. Não havia espaço definido de luta livre, como um anel ou círculo, e não havia limite de tempo. As manobras eram limitadas à parte superior do corpo e o tropeço dos pés era permitido.
Não havia divisões de peso na luta livre grega; o esporte era dominado pelos grandes e fortes. Estes homens e meninos podiam derrotar um adversário menor, mas mais habilidoso simplesmente pelo seu tamanho. Três quedas eram necessárias para uma vitória na competição formal. Cinco quedas eram possíveis em uma partida. Os antigos nunca concediam pontos por táticas de sucesso, como na luta livre moderna, e "prender" ou segurar um oponente à terra era desconhecido. Estrangular ou sufocar um oponente para forçá-lo a conceder (admitir) a derrota era permitido.
Manter um oponente em um porão do qual ele não podia escapar era também uma queda, assim como esticar um homem a todo o comprimento no chão. Um lutador podia cair de joelhos, mas isto era arriscado. Uma vez que dois lutadores caíam juntos na terra, às vezes era difícil determinar exatamente o que estava acontecendo, e surgiram disputas. Atirar um adversário para fora do skamma (poço de luta livre) não era uma queda, mas contava como uma vitória, no entanto.
Três movimentos clássicos na luta livre grega foram a "égua voadora", o "porão de corpo" e os passeios a pé extravagantes. Na égua voadora, o lutador agarrava o braço do adversário, jogava-o sobre o ombro e o mandava para o chão de costas. No "body hold", um lutador agarraria seu oponente na cintura, o levantaria no ar, o virava e o jogaria de cabeça primeiro no chão. Passeios elaborados com os pés mandariam um lutador bater no chão, mas os lutadores da velha escola que dependiam da pura força desprezavam os passeios com os pés. Não era permitido dar murros, pontapés e goivaduras em áreas macias do corpo. Um ponto era marcado se um lutador se retirasse por causa de um bloqueio de submissão. Era possível que uma partida durasse cinco rounds.