A dobra da proteína é o processo pelo qual uma proteína obtém sua forma funcional ou "conformação". É principalmente um processo auto-organizador. A partir de uma bobina aleatória, os polipéptidos se dobram em sua forma de trabalho característica. A estrutura é mantida unida por ligações de hidrogênio.

As etapas são:

  1. Cada proteína existe como um polipéptido desdobrado ou bobina aleatória quando traduzida de uma seqüência de mRNA para uma cadeia linear de aminoácidos. Este polipeptídeo carece de qualquer estrutura tridimensional desenvolvida (lado esquerdo da figura superior).
  2. Os aminoácidos interagem uns com os outros para produzir uma estrutura tridimensional bem definida, a proteína dobrada (lado direito da figura). Isto é conhecido como o estado nativo. A estrutura tridimensional resultante é determinada pela seqüência de aminoácidos (o dogma de Anfinsen).

Sem sua estrutura tridimensional correta, uma proteína não funciona. Entretanto, algumas partes das proteínas podem não dobrar: isto é normal.

Se as proteínas não dobram em sua forma nativa, elas estão inativas e geralmente são tóxicas. Acredita-se que várias doenças resultam de proteínas desdobradas. Muitas alergias são causadas pela dobra das proteínas, pois o sistema imunológico não produz anticorpos para todas as estruturas protéicas possíveis.