Camillo Berneri (também conhecido como Camillo da Lodi; 1877, Lodi-May 5 1937, Barcelona) foi um professor italiano de filosofia, militante anarquista, propagandista e teórico.

Berneri, um veterano da Primeira Guerra Mundial, professor de humanidades da Universidade de Florença e membro da Unione Anarchica Italiana, lutou sempre contra o fascismo até 1926, quando foi obrigado a fugir da Itália e foi para a França, depois Suíça, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e finalmente para a Holanda. Em todos estes países, Berneri foi freqüentemente colocado sob prisão, e depois frequentemente expulso, porque era um anarquista. Quando estava nesses países, ele escreveu muitos artigos anticlericais e antifascistas.

Com Carlo Rosselli, Berneri organizou a primeira tropa (coluna) de voluntários italianos a lutar na Guerra Civil espanhola contra Francisco Franco. Após meses ele se tornou altamente crítico do envolvimento dos membros da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) no governo da Frente Popular, e enviou uma carta a Federica Montseny (ministra anarquista da Saúde do governo contra o fascismo).

Durante os Dias de Maio de Barcelona, enquanto tropas de membros do Partido Comunista da Espanha (aparentemente sob ordens de Joseph Stalin) o procuravam e depois o assassinavam. Seu corpo, cheio de balas, foi encontrado durante a noite, perto da sede da Generalitat de Catalunya.

Ele era casado com Giovanna Berneri e era pai de Marie-Louise Berneri e Giliane Berneri. Os filhos eram anarquistas como o pai Camillo.