As bombas nucleares foram inventadas pelos Estados Unidos com a ajuda canadense e britânica durante a Segunda Guerra Mundial para ajudar a fazer parar essa guerra. A destruição de Hiroshima e Nagasaki e a invasão soviética da Manchúria causaram a rendição do Japão. Elas ainda são as únicas armas nucleares que já foram usadas na guerra. Naquela época somente os Estados Unidos tinham a tecnologia necessária para fabricar a bomba, mas em poucos anos a União Soviética também a tinha desenvolvido. Na nova Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética eram inimigos e cada um tinha muitas armas nucleares, mas não ousavam usá-las um contra o outro, nem diretamente, nem atacando os aliados do outro país. Como um dos países poderia ser completamente destruído pelas armas do outro, a guerra nuclear não poderia mais se limitar ao uso de apenas uma ou duas bombas; se fossem usadas em qualquer lugar por um dos lados, o outro atacaria com suas próprias armas nucleares, e a luta se tornaria quase certamente maior. Esta situação ficou conhecida como o "equilíbrio do terror", ou Destruição Mútua Assegurada, e impediu que os conflitos entre as duas superpotências levassem a uma terceira guerra mundial.
Desde o fim do domínio comunista na Rússia e na Europa Oriental, as tensões entre a América e a Rússia diminuíram e a guerra tornou-se menos provável. Entretanto, hoje em dia há mais preocupação com a proliferação nuclear. Países em todo o mundo que já possuem suas próprias bombas incluem a Grã-Bretanha, França, China, Israel, Índia, Paquistão e Coréia do Norte; como todos os tipos de tecnologia tendem a se tornar mais baratos e mais fáceis de obter e usar, existe o medo de que as armas nucleares possam se tornar disponíveis para países com governos instáveis. Há também a possibilidade de que os terroristas possam ser capazes de capturar ou construir armas nucleares e usá-las.