A teoria já havia sido proposta antes, mais de uma vez. A primeira vez foi pelo cartógrafo Abraham Ortelius, no século 16.
A teoria de Wegener
Wegener utilizou evidências geológicas, fósseis e glaciais de lados opostos do Oceano Atlântico para apoiar sua teoria de deriva continental. Por exemplo, ele disse que havia semelhanças geológicas entre as Montanhas Apalaches na América do Norte e as Terras Altas escocesas. Além disso, ele disse que os estratos rochosos na África do Sul e no Brasil eram semelhantes.
Ele acreditava que essas semelhanças só poderiam ser explicadas se essas características geológicas já fizessem parte do mesmo continente. Wegener disse que por serem menos densos, os continentes flutuam no topo da rocha mais densa do fundo do oceano e se movem através da rocha do fundo do oceano. Embora a deriva continental tenha explicado muitas das observações de Wegener, ele não conseguiu encontrar evidências científicas para fazer uma explicação completa de como os continentes se movimentam.
Críticas
O geólogo britânico Arthur Holmes defendeu a teoria da deriva continental em uma época em que ela era antiquada. Ele propôs em 1931 que o manto terrestre continha células de convecção que dissipavam o calor radioativo e movimentavam a crosta na superfície. Seus Princípios de Geologia Física, terminando com um capítulo sobre a deriva continental, foi publicado em 1944.
Entretanto, a maioria dos cientistas da Terra e paleontólogos não acreditava na teoria de Wegener e achava que era uma tolice. Alguns críticos pensavam que as gigantescas pontes terrestres poderiam explicar as semelhanças entre os fósseis na América do Sul e na África. Outros argumentaram que a teoria de Wegener não explicava as forças que teriam sido necessárias para mover continentes para tão grandes distâncias. Wegener pensava que as forças que moviam os continentes poderiam ser causadas pela rotação da Terra e pela precessão estelar e que essas mesmas forças provocavam terremotos e erupções vulcânicas.
Evidência
Durante a década de 1950, no meio do Atlântico, as descobertas da crista do mar e da inversão magnética provaram que a teoria de Wegener era real e levou à teoria da tectônica de placas, embora suas causas propostas estivessem equivocadas. Hoje os geólogos dizem que os continentes são na verdade partes de placas tectônicas móveis que flutuam sobre a astenosfera, uma camada de rocha parcialmente derretida.