A primeira epidemia registrada foi no Império Romano Oriental (Império Bizantino), foi chamada de Peste de Justiniano depois do imperador Justiniano I, que foi infectado mas sobreviveu através de tratamento extensivo. A pandemia resultou na morte de cerca de 25 milhões (epidemia do século VI) a 50 milhões de pessoas (dois séculos de recidiva).
Durante os anos 1300, esta epidemia atingiu partes da Ásia, do Norte da África e da Europa. Quase um terço das pessoas na Europa morreu dela. Ao contrário das catástrofes que uniram comunidades, esta epidemia foi tão assustadora que quebrou a confiança das pessoas umas nas outras. Giovanni Boccaccio, um escritor italiano da época, descreveu-a: "Este flagelo havia implantado um terror tão grande nos corações de homens e mulheres que irmãos abandonaram irmãos, tios seus sobrinhos, irmãs seus irmãos e, em muitos casos, esposas abandonaram seus maridos. Mas pior ainda,... pais e mães se recusaram a amamentar e ajudar seus próprios filhos".
Os surtos locais da peste são agrupados em três pandemias, sendo que as respectivas datas de início e fim e a atribuição de alguns surtos a qualquer uma das pandemias ainda estão sujeitas a discussão. As pandemias foram:
- a primeira epidemia de peste de 541 a ~750, espalhando-se do Egito ao Mediterrâneo (começando com a Peste de Justiniano) e ao noroeste da Europa
- a segunda pandemia de peste de ~1331 a ~1855, espalhando-se da Ásia Central para o Mediterrâneo e Europa (começando com a Peste Negra), e provavelmente também para a China
- a terceira pandemia de peste de 1855 a 1960, espalhando-se da China para vários lugares do mundo, notadamente Índia e a Costa Oeste dos Estados Unidos.
Globalmente são relatados cerca de 600 casos de peste por ano. Em 2017, os países com mais casos incluem a República Democrática do Congo, Madagascar e Peru.