A defesa contra o herbívoro descreve as defesas vegetais para evitar que sejam comidas. Há muitas adaptações que melhoram a sobrevivência e a reprodução das plantas, reduzindo o impacto dos herbívoros.

Muitas plantas produzem produtos químicos que mudam o comportamento, o crescimento ou a sobrevivência dos herbívoros. Estas defesas químicas podem agir como repelentes ou toxinas aos herbívoros, ou reduzir a digestibilidade das plantas. Algumas plantas, conhecidas como hiperacumuladores, são especializadas no armazenamento de metais pesados que são tóxicos para os animais.

Algumas plantas estimulam a presença de inimigos naturais dos herbívoros, os quais, por sua vez, protegem a planta. Algumas plantas fornecem um lar para formigas que defendem fortemente a planta.

Outras estratégias defensivas utilizadas pelas plantas incluem escapar ou evitar herbívoros no tempo ou no lugar. Elas podem crescer onde as plantas não são facilmente encontradas ou alcançadas pelos herbívoros. Elas podem crescer quando os herbívoros não estão por perto. Os herbívoros podem ser desviados para partes não essenciais ou uma planta pode ser capaz de se recuperar dos danos causados por herbívoros.

Cada tipo de defesa pode ser constitutiva (sempre presente na planta), ou induzida (produzida em reação a danos ou estresse causado por herbívoros). As plantas podem reagir e reagem a danos.

Historicamente, os insetos têm sido os herbívoros mais significativos, especialmente as larvas de insetos. A evolução das plantas terrestres está intimamente associada com a evolução dos insetos. Enquanto a maioria das defesas das plantas são dirigidas contra os insetos, outras defesas evoluíram que são direcionadas aos herbívoros vertebrados, tais como aves e mamíferos.

O estudo das defesas vegetais contra herbívoros é importante, não apenas do ponto de vista evolutivo, mas também porque essas defesas podem ser utilizadas na agricultura, incluindo fontes de alimentos humanos e animais.