O Tratado de Versalhes (francês: Traité de Versailles) foi um tratado de paz entre as nações do Japão, Estados Unidos, França, Alemanha e Grã-Bretanha após a Primeira Guerra Mundial. Alemanha, Áustria e Hungria não participaram da redação do tratado. A Alemanha tinha a escolha entre assiná-lo ou enfrentar a ocupação da Alemanha pelas tropas aliadas.

A Alemanha teve que reduzir suas forças armadas de 6 milhões para 100.000 homens e se livrar de seus submarinos, aviões militares e a maior parte de sua artilharia. Seus navios de guerra foram limitados a apenas seis pequenos navios.

A Alemanha também teve que devolver os territórios franceses que havia ocupado, bem como grandes territórios próprios à Polônia e outros vizinhos, e abrir mão de todas as suas colônias. A Alemanha deveria pagar as enormes reparações da Primeira Guerra Mundial pelos danos causados aos países aliados, principalmente à França, durante a Primeira Guerra Mundial pelas tropas alemãs. A soma deveria ser muito grande, mas ainda não foi fixada: muitas marcas de ouro tiveram que ser pagas apenas como primeira parte da dívida alemã.

O tratado fez uma Liga das Nações, que se destinava a tomar decisões e manter a paz depois que o tratado fosse assinado. A Liga resolveu algumas disputas internacionais sem guerra, mas não conseguiu deter a Segunda Guerra Mundial.

Este tratado pode ser visto como uma paz unilateral, ditada à Alemanha. O economista inglês John Maynard Keynes pensou que era um grande erro impor medidas tão duras ao povo alemão, mas seu conselho foi ignorado.

A Alemanha fundou a República de Weimar. Era democrática, mas sofreu um colapso econômico, com a enorme inflação de sua moeda, a marca. Adolf Hitler tornou-se chanceler e anulou o tratado. Suas ações acabaram levando à Segunda Guerra Mundial.